quarta-feira, 29 de abril de 2009

Aguirre, Der Zorn Gottes

. quarta-feira, 29 de abril de 2009
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Por Flávio "Pequi" Monteiro

Hoje eu vou mudar um pouco a cara de minhas postagens, colocando algo mais sobre filmes. Adoro cinema, e aqueles que já foram no meu blog, o Pick's NickelOdeon, podem dar uma conferida no que falo. O filme que escolho hoje não é nem de longe um Blockbuster ou um estrondo sucesso comercial de qualquer característica, mas se tornou um trabalho tão intenso, seja pelos poucos recursos empregados na produção do mesmo, seja pela bela fotografia ou pelo tema, totalmente obscuro e, apesar de ser uma obra totalmente fictícia do que realmente ocorreu, encanta pela sua beleza: Aguirre, Der Zorn Gottes, produzido e dirigido pelo alemão Werner Herzog, em 1972. Quem estrelava o filme era o também ator alemão Klaus Kinski, famoso tanto pelo reconhecimento de seu trabalho, tanto também pela sua conturbada vida. Aguirre foi o primeiro de parceira entre este ator e aquele diretor, que teria ainda outros quatro, destancando-se também Nosferatu (1979), e Fitzcarraldo (1982). Rodado no Peru, com locações nos Andes e nos afluentes do rio Amazonas, Aguirre conta uma versão fictícia da expedição de Don Pedro de Ursua (O Brasileiro Ruy Guerra), para achar o famoso El Dorado, lenda criada pelos índios sobre uma terra rica e abundante em ouro. No filme, a expedição é comandada por Gonzalo Pizarro, o conquistador do Império Inca que, vendo as dificuldades da expedição, monta um pequeno grupo comandado por Pedro de Ursua para descer os rios e procurar informações sobre o El Dorado. Para o segundo comando foi escalado Dom Lope de Aguirre (Klaus Kinski), homem ganancioso e perturbado, que acaba por liderar um motim e aprisionar Ursua e seus partidários. A partir daí, sobre o comando de um homem totalmente louco e sedento de poder e glória, a expedição é marcada por diversas tragédias. De acordo com os descritos do início do filme, os únicos documentos restantes desta expedição são os relatos do frei Gaspar de Carvajal (Vivido pelo ator espanhol Del Negro), que narra as alucinações de Aguirre e as consequências para todo o grupo. A verdade é que o frei Gaspar participara de uma expedição na região Andina em 1544, e os seus relatos, sendo que fora um dos únicos sobreviventes, serviram de inspiração para Herzog escrever seu roteiro e dar uma característica mais teatral aos fatos narrados. Na própria expedição narrada, há também fatos que não são historicamente corretos. Gonzalo Pizarro não participou desta expedição, sendo que o comandante da mesma fora Pedro de Ursua, e, a partir daí, Lope de Aguirre tramou um motim, porém sua expedição não se perdeu e foram todos presos na costa panamenha e depois levados a julgamento e condenados a morte por traição. Mas, o objetivo do filme não é se ater a fatos históricos, e sim fazer um tratado, uma análise sobre a loucura humana, sobre como ela pode intervir e persuadir todos a sua volta, e de como sua sedução pode levar a uma morte. O filme foi um marco do cinema "cult" e, de acordo com relatos de Francis Ford Coppola, ele foi uma peça chave para a criação de sua obra-prima, Apocalypse Now, 7 anos depois. Deixo aqui o trailer de cinema, que mostra algumas brilhantes cenas, seja a descida pelas montanhas andinas, a travessia de jangada pelos rios de fortes correntes, enfim...sugiro que assistam, quem quiser uma cópia com legenda em inglês, estamos ai haha. Abraço a todos e comentem!!

Aguirre, Der Zorn Gottes Trailer

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terça-feira, 28 de abril de 2009

Megaman

. terça-feira, 28 de abril de 2009
3 Comentários

Por: Guilherme Duracell Dumas

 

Bem, poucas séries sobrevivem mais de dois anos nos consoles poucas ainda sobrevivem por dez anos, e uma parcela menor ainda sobrevive a mais de 20 anos de história, e é dessa série que hoje eu falarei, de megaman, o robozinho azul que sempre salva a humanidade dos “mavericks” (robôs infectados com um vírus que os deixa descontrolados, e sem respeito à vida humana), essa série que já passou pela infância de muita gente, e que muitos já amaldiçoaram pela dificuldade absurda, mas ainda sim divertida, qual fã nunca ficou tentando aquele pulo impossível só para pegar um aprimoramento de vida (coraçãozinho)? Bem, esse ano essa série faz 22 anos (série criada em 17 de dezembro de 1987), e estou adiantando um post em homenagem a um jogo que me marcou.

 

brad_092608_megaman3Megaman Clássico em uma de suas aventuras 

 

Megaman é originalmente dividido em cinco séries, mas não me aprofundarei nelas, que são:

  • Mega Man Clássico/Rockman (200X até 20XX).
  • Mega Man X/Rockman X (21XX até 22XX).
  • Mega Man Zero/Rockman Zero (Exatos 100 anos após a destruição de Omega durante a Elf Wars. Data incerta. Mais provável: 23XX).
  • Mega Man ZX/Rockman ZX (200 anos após o fim de Mega Man Zero. Datas Prováveis: 25XX, 26XX).
  • Mega Man Legends/Rockman DASH (56XX).

Wiki-megaman-wallpaper Todos os protagonistas das diferentes versões

 

O game é sempre muito divertido e bem feito, como eu já disse, a dificuldade de megaman é incrível, principalmente do clássico no qual ele não escala as paredes como nos seus sucessores, sem paredes para escapar de chefes, ou para ludibriar inimigos, sem armaduras extras para aprimorar seus movimentos, apenas a habilidade pura, esse sim é um jogo clássico (hehehe os jovens de hoje em dia não conseguiriam passar da primeira fase xP), o controle era meio duro, jogabilidade mais complicada, mas rendia bons momentos, e gráficos fortes, mas o que muita gente deve se lembrar é da música, ótimas canções e muito bem colocadas, definitivamente, uma peróla azul, além de ter personagens carismáticos e impressionantes, como a fiel Roll ou a incrível rivalidade com Protoman e mais tarde um companheiro para o mega, de nome Zero e outro rival de nome Bass. Claro, com o passar dos anos o game teve desenvolvimento gráfico e na jogabilidade, se tornando mais leve e prático, mas hoje em dia ainda tem missões muito difíceis, como na série X que há partes de armadura espalhadas no cenário e é necessário encontrar todas, ou até mesmo os chefes, com armaduras e habilidades absurdas, claro que há certas combinações de armas contra os chefes, como usar armas de gelo contra o chefão do fogo, mas nos iniciais essas desvantagens elementais não eram tão poderosas, ainda se focando na habilidade do jogador.

Bem, isso é tudo, foi mais um post com dose saudosista ao invés de uma análise da série, mas espero que gostem desse retrospecto xP... e semana que vem espero escrever sobre “The Legend of Zelda” e sua viagem pelo tempo, continuem aproveitando os posts de meus amigos, e comentem. Podem sugerir matérias de games pra mim também. Até a próxima!

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domingo, 26 de abril de 2009

O Átomo de minha infância

. domingo, 26 de abril de 2009
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Por: Érick Delemon

LEGO_brick Estava pensando sobre o que trataria hoje. Olhei para a minha bagunçadíssima estante e vi dois baldes vermelhos. Então soube que deveria falar do “brinquedo mais genial do mundo” como escrito no Mundo de Sofia, que me trouxe grande alegria criativa e divertimento ao ganhar mais e mais no Natal. Falo dos blocos da Lego®.

Senti-me extremamente feliz em ler as palavras de Jostein Gaarder sobre o Lego® como a maneira mais simples de explicar a filosofia atomista de Demócrito. É uma das melhores presente no livro, pra quem conhece o brinquedo. Pra quem não conhece, talvez contente-se com o também popular Playmobil®, mesmo que bem posterior e menos versátil.

A beleza dos blocos Lego® é justamente a variedade de peças e temas que surgem ano a ano, baseado em filmes e em temáticas e público-alvo variado, além da sua alegada indestrutibilidade!

Hoje, os brinquedos são uma forma extra de publicidade de Star Wars, Indiana Jones e até Bob Esponja. Sendo que os dois primeiros ganharam jogos para consoles de videogame e pc’s (que diga-se de passagem, vendem muito bem)! O universo de fãs que há mais de 50 anos usam e abusam das propriedades dos blocos avança a cada nova peça lançada: criando blogs, wikis, fóruns, técnicas avançadas de construção e verbos para se referirem à essas técnicas. :-o Há até a mais ilustrada Bíblia que já encontrei: versículo a versículo, The Brick Testament remonta cada cena com toda a marca Lego®.

Sem contar a carérrima linha de robôs, que podem ser montados e programados por computador por qualquer criança de 6 anos e colocados para desviar de obstáculos, reconhecer cores e assim executar diversas funções. Essa linha é particularmente um universo à parte dos blocos comuns, enquanto estes desempenham um papel informal de formação e diversão de crianças que poderiam ser futuros engenheiros, arquitetos, urbanistas, a linha robótica pode servir formalmente para a educação de crianças, adolescentes e até universitários nas áreas de mecatrônica e design, além de permitir que o usuário tenha noções de lógica, e física, mesmo sem realizar nenhum cálculo: estando somente em contato prático com conceitos de equilíbrio, distribuição de peso, movimento, inércia, atrito, e assim por diante.

Resume-se que o legado da empresa é imenso! Parques de diversão na Dinamarca, Alemanha e EUA, cenas de filmes remontadas com os bonecos Lego®, artistas plásticos e “arquitetos” que recriam momentos, personagens e paisagens em dimensões megalomaníacas e tudo que a mente e os blocos nos permitirem.

 

648px-LEGO_Notre_Dame_de_Paris_1Notre Dame de Paris. Foto por Norbert Schnitzler sob CC-BY-SA 3.0

 

De alguns anos pra cá, o preço do brinquedo subiu estranha e vertiginosamente! Eu comprava um balde com 212 peças por R$ 18,90 há uns 10 anos; sendo que hoje o mesmo preço mal paga 50 peças. E por isso mesmo há anos não compro nada novo, ainda mais somado o motivo que brinco, talvez, uma vez por ano desde os meus 12. E mesmo assim deixo tudo guardadinho, além dos meus livros, são uns dos poucos bens que deixarei realmente para os meus filhos, quando os tiver.

A Lego®, como muito da nossa atualidade, foi mais um resultado da tentativa de sobrevivência do dinamarquês Ole Kirk Christiansen à Grande Depressão. Espero que as mentes criativas desse nosso tempo perpassem as dificuldades dessa crise com a mesma argúcia – criando momentos nostálgicos como esse para nossos descendentes.

Deixo um vídeo da linha robótica para vocês verem o que é possível. Abraços!

© 2007 teamboltz

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sábado, 25 de abril de 2009

Rita Lee

. sábado, 25 de abril de 2009
4 Comentários


Por: Lílian Carvalho



Continuando com a sequência de post's sobre música... hhahahah

Falo de Rita Lee.
Conheci mais especificamente ela, na entrevista que ela deu pra Roling Stone Brasil, não sei que ano e nem data... Essa revista chegou em minhas mãos atravez de uma tia minha, que pensou que eu gostaria de ler e comprou pra mim. De começo eu axei um máximo né, primeiro que eu nunca tinha lido uma Roling Stone na vida, segundo por que tava com a Rita na capa e eu axei um máximo ler alguma coisa sobre ela, uma artista que eu nunca tive a oportunidade de chegar perto, perto digo perto de informações e tal.....
A Rita antes pra mim era uma estranha. Nada mais do que uma mulher que tinha cantado uma música numa novela, a música: "Erva Venenosa". E ex-participante de uma banda que eu não conhecia nada, e é claro que todo mundo sabe, Os Mutantes.
A primeira coisa que eu fiz foi ler a entrevista dela, claro. Grudei os olhos naquela revista, li duas vezes...hahahah fiquei extasiada vendo as fotos dela. Toda loucona, roupas pretas (que na época eu tava nauquela crise de auto-afirmação e batendo no peito e dizendo: Eu visto preto! Eu sou diferente! hahahhaa...). Eu me apaixonei por ela. Perdidamente! Ela falando dos Mutantes, a carreira solo, da época que ela foi presa grávida do Beto Lee, da parceria dela com o Paulo Coelho e do seu amor e parceiro Roberto de Carvalho.
A única coisa que eu tenho dela e conheço dela, é o MTV Ao Vivo Rita Lee que eu baixei da internet e passei pra CD. Decorei todas as musicas. Infelismente conheço pouco dessa maravilhosa banda que ela participou.
Mas a Rita é uma mulher que influenciou musicalmente muitas cantoras e até cantores e fazedores de música no Brasil. Influenciou gerações brasileiras ávidas por boa música, pisicodelia, loucuras, sons diferentes. Eu axo que vocês não sabem, mas a Rita é minha verdadeira mãe (6).

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sexta-feira, 24 de abril de 2009

The things we do just to stay alive.

. sexta-feira, 24 de abril de 2009
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Seguindo a linha musical de meus amigos Pix e Pepê, que postaram anteriormente, venho a vcs falar sobre um músico que admiro. E muito! Não tão conhecido como o descabelado Slash e o Blink 182, mas atrevidamente digo que é tão bom quanto, na sua especificidade.

Dallas Green, músico canadense, que completa 29 anos em agosto deste ano, ficou conhecido por seu vocal melódico na banda de post hardcore Alexisonfire. Para não deixar os leigos de cabelos em pé, explico que o som post hardcore intercala entre vocais rasgados e suaves com as bases clássicas do hardcore. Trabalhando desde 2001, Alexisonfire tem uma discografia de 3 gravações de estúdio: Alexisonfire (2002); Watch Out! (2004); Crisis (2006); e mais um cd a ser lançado esse ano. Isso sem falar nos splits, demos gravadas em parcerias com outras bandas, dentre os quais destaco The Switcheroo Series (2005), em parceria com a Moneen. Somando splits, albúns e EP's, a Alexisonfire conta com um trabalho amplo e de excelente qualidade (y). Uma excelente gravação ao vivo, é o cd de 2007, Live at Birmingham Academy, show que reúne em sua maior parte sucessos do cd Crisis, e algumas mais conhecidas dos trabalhos anteriores.

Como minha favorita da Alexisonfire, sugiro a This Could Be Anywhere in the World, do cd Crisis. Segue o clipe da música, muito bem produzido e dirigido por Chris Sargent:

Prosseguindo, estou aqui para citar não apenas o trabalho de Dallas com a Alexisonfire, mas também seu projeto solo de folk music (por favor, não pensem em Mallu Magalhães!), de nome City and Colour. Música bastante diferente da trabalhada na Alexisonfire, o som de City and Colour é conhecido por ser um som triste e melancólico, ao menos em seu primeiro álbum, de 2005, Sometimes. A música que leva o mesmo nome do cd é pra mim uma das melhores do projeto solo de Dallas, seguida de Comin' Home. Com o sucesso de Sometimes, Dallas eh convidado a gravar um DVD ao vivo com o mesmo repertório. DVD esse, que recomendo entusiasticamente!

Para quem se interessar e quiser saber mais sobre esse excepcional músico, recomendo também a sessão acústica de City and Colour, realizada pelo Myspace.

Quanto ao álbum Sometimes, ele começou apenas com a grande procura por algumas canções que Dallas gravou e disponibilizou na internet. O sucesso dessas canções e os elogios dos fãs o levaram a gravar o cd. Além de sua voz doce e melancólica, Dallas trabalha com instrumentos como violão e piano.

O álbum de 2008, já foi um trabalho inédito e surpreente para quem esperava algo parecido com o Sometimes, de 2005. Experimentando instrumentos novos para o City and Colour; como gaita, bateria, e até guitarra havaiana, Dallas inovou, criando um som simplesmente incrível! (y)
HAIUSHAIUSHAUSIHAUISHAUIHAIUSHAIUSHAIUSH

O som de City and Colour é característico por sua melancolia, letras de belíssimo significado, sem falar na voz incomparável de Dallas Green. Ele mesmo compõe a maioria das músicas, e afirma que a maioria das letras vêm de inspiração de tristezas que ele sente, e que a criação dessas músicas o ajuda a melhorar. Para Dallas "a melhor música é a triste".

Deixando meu entusiasmo de lado, apenas deixo dois vídeos, um com a melhor música do Sometimes, de mesmo nome (esse vídeo é um trecho do DVD anteriormente citado), e a melhor canção do Bring me Your Love: Sleeping Sickness. Mais um álbum novo está a ser lançado, esse ano, e aguardo com ansiedade. =B


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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Blink 182

. quinta-feira, 23 de abril de 2009
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Por: Pedro Benedetti

Hoje falarei de uma banda a qual aprecio muito (e nossa amiga giovanna pode confirmar, pois vive mocando meu ipod, e tem mto blink 182 nele) , seguindo os topicos do amigo mano piks... Uma banda que eh muito criticada, mas que com certeza fez a puberdade de muitos aqui.
Muitos vao dizer q nao eh punk, outros dirao q nao eh nada, ou como
os proprios integrantes dizem : "tres idiotas tocando instrumentos". O fato eh, que eh uma musica simples, e muito boa, pq eh totalmente idiota em suas letras, harmonias musicais totalmente toscas provindas do punk... mas quase nenhum conteudo politico, um punk totalmente alienado e adolescente,
Os temas variam de sexo, masturbaçao, abduçao alienigena ateh criticas sociais (algumas musicas).
O trio Blink-182 começou em 1991, quando a irmã de Mark Hoppus ( o baixista) apresentou o atual guitarrista Tom Delonge ao irmão e com isso a banda começava a ser formada.
O baterista Scott Taylor teve que sair rapido, e entrou Travis Barker, um excepcional baterista, que em um show substituiu Scott e aprendeu todo o repertorio da banda em 30 minutos.
A banda originalmente chamava-se Blink, mas jah existia outra banda com esse nome, entao os integrantes mudaram para Blink 182. 182 era o tanto de vezes que Al Pacino falou a palavra "fuck" no filme Scar Face.
O trio entao montou sua demo Buddha em 1994, o que chamou atençao da midia e lhes rendeu um contrato para gravar Cheshire Cat em 1995 e fizeram uma turne com NOFX em 1996.
em 1997 lançaram Dude Ranch, com hits como Dammit e Josie pela gravadora MCA.
Depois de 2 anos em turne fizeram Enema of The State, jah com o baterista Travis, com os maiores sucessos da banda, como All the Small Things,
Adam's Song e What's my age again, um album bem adolescente e com temas bem escrachados.
Em 2001 lançam o seu album considerado mais Punk, o Take off Your Pants and Jacket, que tem duplo sentido em ingles, pode ser "tire suas calças e sua jaqueta" ou "Tire suas calças e masturbe-se", com hits como Stay Togheter For The Kids.
Em 2003 Lançaram o album Blink 182, com outros sucessos como I Miss You e Always.
Em 2006 a banda acaba por diversos problemas divulgados em varias entrevistas.
Em 2009 reunem-se no Grammy's award e indo ao contrario do que todos esperavam dizem que voltaram a produzir musica juntos, e vao voltar a ser o grande sucesso que eram, pois os projetos criados depois do fim do Blink 182 por seus Ex-ex- integrantes nao tiveram o mesmo sucesso.
Esse topico foi para dizer o quanto estou aliviado pela volta do Blink 182, e espero que voltem com força total!
Abraços
Pedro

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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Slash

. quarta-feira, 22 de abril de 2009
2 Comentários

Por: Flávio Pequi *

Aprendam a diferençar o ódio pelo Axl do ódio por todo o Guns n' Roses, seus exarcebadinhos...hoje vou falar um pouco sobre um guitarrista que não é o dos mais notórios em questões técnicas, mas é conhecido por criar riffs clássicos, que definiram não só o som do Guns n' Roses no fim dos anos 80, mas também ajudou a colocar um novo gás na já (de uma certa forma) desgastada e estagnada guitarra hard rock, cujos expoentes como Kiss, Aerosmith, dentre outras bandas, estavam em baixa...este personagem é ninguém menos que Saul Hudson, conhecido mundo afora por seu inconfundível apelido: Slash. Dono de um carisma inconfundível, Slash é lembrado seja por sua perfomance guitarrística, seja pelas suas histórias repletas de mulheres e alto consumo de drogas, seja pelas suas brigas com Axl, que o fez sair da banda em 1996. Nascido na Inglaterra, porém criado a maior parte de sua infância e adolescência em Los Angeles, Slash desde muito cedo tivera contato com a música, sendo influenciado pelos pais que gostavam das boas bandas de rock que apareciam na época, e também tendo sua mãe trabalhado de estilista para vários musicos famosos, incluindo Ringo Starr e David Bowie, com quem ainda ela tivera um relacionamento. Saíra de casa muito cedo, e desde a adolescência, sua paixão era a guitarra. Seu principal amigo nessa fase era Steven Adler, que posteriormente viria a se tornar o baterista do Guns n' Roses. Steven e Slash eram do tipo arruaceiros, ques sempre acabavam se metendo em roubadas, sempre juntos também. Anos mais tarde, Slash acabara por conhecer os outros membors da banda, de acordo com o que revela em sua autobiografia, em situações bem estranhas, como o fato de conhecer Izzy Strandlin' após ser abordado pelo último se fora ele quem fizera um poster, ou até mesmo Axl, quando Slash o cumprimentara e este nem lhe deu bola, por estar entretido em uma conversa de telefone. Com o lançamento do primeiro álbum do grupo, Appetite For Destruction, em 1987, obtiveram um reconhecimento internacional, lançando hits grandiosos como Sweet Child O' Mine, Paradise City e Rocket Queen. Distanciando-se um pouco das questões musicais, e aprofundando em questões pessoais, é salvo abordar o dificil relacionamento de Slash com as drogas. Usara heroína por bastante tempo, porém, de acordo com as narrações do livro, tudo leva crer que seu maior e mais prolongado vício fora o álcool. Slash, segund citações, bebia cerca de uma garrafa inteira de Whisky Jack Daniel's ou de Vodka Smirnoff, todos os dias, sem contar os dias em que saía para farras noturnas. Chegara a ter casos de overdose e crises de abstinência de álcool, todas relatadas em seu livro. Seu eterno companheiro de abusos na banda, o baixista Duff McKagan, sofreu primeiro as consequências: fora internado, em 1994, com uma grande inxação do pâncreas, o que quase lhe custou a vida. Slash sofrera um edema cardíaco em 2000, que quase comprometeu o funcionamento deste órgão. Para ajudá-lo a ter um bom funcionamento, foi instalado um desfibrilador a partir de sua axila, para que ele controlasse os batimentos cardíacos e evitasse um enfarte.Bom, caso queiram saber mais da vida do cara, bastam dar uma olhada em seu livro, muito interessante por sinal, pois mostra um bom ponto de vista sobre o consagrado e imitado estilo de sexo e drogas que diversas bandas de rock sempre tentam impor. Deixo aqui um vídeo, um show de 1988 em Nova York, no Hotel Ritz, um dos primeiros de um Guns n' Roses em plena ascenção. Obrigado a todos e comentem!!!

Out Ta Get Me - Ritz Hotel 1988

video


* Flávio "Pequi" Monteiro é também estudante de história e publica as quartas feiras. Publica também no Pick's Nickelodeon, e é natural de Jataí, Goiás. Sem mais explicações para o seu apelido Pequi.

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terça-feira, 21 de abril de 2009

Resident Evil: Parte 2

. terça-feira, 21 de abril de 2009
9 Comentários

Por: Guilherme Duracell Dumas *

 

Como prometido trago a história e algumas inovações de outros quatro títulos: “Outbreak(file #1 e file #2)”, “Code: Veronica X” e “Resident Evil 4”, aqueles que eu apresentei semana passada eram do PS1(porém outras plataformas também tenham os títulos como o N64 ou PC), e os que falarei hoje são de PS2(como os primeiros, estes também tem títulos em outras plataformas como o Dreamcast e o GameCube).

 

As inovações são em maioria na jogabilidade e nos gráficos, como o processador do PS2 é superior ao do seu antecessor, várias novidades foram incorporadas, mais interação com o cenário (que é um dos trunfos da série) e mais realismo, inclusive a retirada das “salas seguras” que quando você avistava alguma ameaça e saia do cenário rapidamente, esse monstro não te seguia, porquê os cenários eram independentes entre si, logo uma sala que já havia sido explorada, se tornava segura para se esconder, outra adição ao realismo mas que só é utilizada no Outbreak é a ausência de “start” no jogo, por exemplo ao pressionar o botão em outros jogos, você entra nas opções mas o jogo em si para, os inimigos ficam estáticos e você tem tempo para pensar na próxima ação, já o Outbreak quando pressionado o “start” as opções abrem, mas a ação continua e se demorar muito, logo será morto pelos monstros. Bem, agora falarei de cada jogo separadamente:

 

Resident_Evil_Outbreak_Ps2

 

Outbreak: Tratarei dos dois files ao mesmo tempo. Como já foi dito o Outbreak além de não ter a sala segura (o que eu achei interessante, não apenas pela verossimilhança, mas também por poder quebrar certas portas, sem precisar buscar por chaves), possui um fator de infecção, que se o jogador não se apressar em uma das fases se infeccionará aos poucos perdendo força e velocidade do personagem, até que este se torne um zumbi, também possui a ausência de um “start” e se já não bastasse apresenta um modo multiplayer online o que diminui a dificuldade do game (que em minha opinião é um dos mais difíceis, o que não diminui sua qualidade), o jogador pode escolher entre uma campanha solo, de cada personagem é apresentado um caminho que explica a sua história e possível envolvimento com a trama, além de poder escolher ajudantes controlados pela máquina (que possuem uma inteligência artificial bem fraquinha), ou se divertir com amigos que possuam conexão à internet, o titulo diferente dos anteriores não possui protagonistas que eram de equipes especialistas ou espiões, desta vez eles são pessoas comuns, repórteres, garçonetes, encanador, entre outros, apenas um ou dois tem talentos com armas de fogo, um que é um policial que falhou no exame da S.T.A.R.S. e outro é um veterano do Vietnã que trabalha de segurança. O jogo se passa imediatamente antes dos Resident Evil 2 e 3, no momento em que o vírus está se espalhando pelos esgotos, logo há zumbis, mas a cidade ainda não está toda destruída, por possuir muitos personagens o jogo apresenta diversos finais também, e dá uma boa idéia do início da infecção na cidade.

 

RESIDENT_EVIL_CODE_VERONICA

 

Resident Evil CODE: Verônica X: Originalmente era um jogo de dreamcast, mas teve uma versão melhorada para PS2, é o quarto jogo na ordem cronológica (foi lançado antes de Outbreak) a jogabilidade não possui muitas diferenças com o terceiro game da série, são diferenças mais sutis, como a movimentação mais fluida e consertos gráficos, o interessante talvez é a extensão do jogo, que se passa em dois cenários diferentes, um é em uma ilha sul-americana e o outro é na Antártida, a história se passa 3 meses após o Resident Evil 2 e 3, e a protagonista mais uma vez é Claire Redfield que está a procura de seu irmão Chris, ela buscava por documentos em um dos laboratórios da Umbrella com a esperança de encontrá-lo, mas acaba sendo capturada e enviada como prisioneira à ilha, lá o jogo se inicia com ela trancada em um cela, que após um tempo há sons de explosão e um homem desce as escadas, ao conseguir vê-lo descobre-se que ele tem uma enorme hemorragia, e liberta Claire, dizendo que a ilha está infestada e que não há por que de ela continuar presa, não demora muito e ela descobre que está em uma ilha que a família Ashford era dona, uma das muitas famílias que controlavam a Umbrella, e que um novo vírus vem sendo criado, o T-Veronica, que no decorrer do jogo apresenta as várias experiências e os problemas psicológicos de cada personagem, além da criação de monstros mais poderosos e a volta de um grande antagonista, o traidor do primeiro jogo, que vêm para, além de matar Chris, roubar o T-Veronica e criar mais ramificações desses vírus, já que a Umbrella falia. O que pode ser visto no Resident Evil 5 (do qual não falarei, por que não tive a oportunidade de jogar) que esse traidor, une o T-Veronica com o vírus que ele rouba no Resident Evil 4.

 

resident.evil4

 

Resident Evil 4: Lançado em 2005 o jogo possui muitas diferenças com os outros títulos, uma delas, é que já não existe Umbrella mais, a empresa falira e aparentemente apenas aqueles que viverão o pesadelo de Raccoon ainda se lembram dela, a câmera já não é fixa mais, mas acompanha o personagem (que permanece à esquerda do centro da tela) , mostrando sempre o que está a sua frente, a mira também não é automática, e fica mais solta para poder mirar em pernas, braços ou na cabeça com mais facilidade, permitindo os jogadores a usar a munição com mais eficiência, os monstros dessa vez não são zumbis, mas sim humanos com parasitas (La Praga), chamados de Ganados (O Gado), eles são mais rápidos e inteligentes do que os zumbis, conseguem se esquivar, usar armas e até chamar reforços, o sistema de itens é inovador também com mais munição já que os ganados as derrubam, e o sistema de Merchant, que comprando com a moeda do game, o jogador pode comprar armas, munição entre outros itens, e além disso o inventário também mudou, antes era limitado, contado por número de itens, agora é um sistema de grade, no qual você tem um espaço, e pode colocar os itens lá como tetris (mudando a posição do mesmo, rodando, invertendo) para que todos caibam, e além de todas essas inovações, se o personagem for agarrado ou estiver desarmado ele pode executar golpes nos inimigos, como um chute na cabeça do adversário.

 

A história também é interessante e envolvente, o protagonista é Leon S. Kennedy, que agora trabalha para como agente especial do governo americano e tem a missão de resgatar a filha do presidente, que foi seqüestrada e levada à Espanha, lá após um tempo, ele descobre que a vila é controlada por um culto, e descobre mais sobre a La Praga, descobrindo cada vez mais dos perigos que esse culto oferece e além de encontrar antigos companheiros, até uma mulher misteriosa, que na verdade é Ada Wong, que está ali como espiã a serviço do traidor do primeiro jogo, que deseja adquirir a La Praga e uní-la ao T-Veronica. Há muito mais no game, mas sugiro que joguem para avaliarem por vocês mesmos.

 

Bem, terminei a série de posts sobre Resident Evil, se vocês quiserem que eu fale de outra série sugiram nos posts, em um futuro próximo falarei de Metal Gear. Sugiro que continuem lendo os nossos posts e comentando, até a próxima pessoal.

 

* Guilherme Duracell Dumas escreve aqui às terças-ferias. É fã de animes, estudante de história e nerd. Além de ter a fama de ficar intermináveis horas no msn... Por isso o apelido Duracell.

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Adaptações toscas das HQs .

. segunda-feira, 20 de abril de 2009
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Por: Diego?Glommer? *

 

batmamilos

Batmamilos

 

Creio que realmente é complicado adaptar hqs para qualquer outro meio. Afinal de contas no cinema e na tevê, não se dispõe das mesmas possibilidades que os bons roteiristas e desenhistas dos quadrinhos.

 

Não é segredo para ninguém que Alan Moore detestou todos os resultados obtidos com adaptações de suas obras para o cinema e ainda se recusou a receber os direitos que lhe eram cabidos por eles. E olha que há de se convir que Watchmen e V de Vingança nem são tão ruins assim (Apesar que Liga Extraordinária é realmente medonho).

 

Agora imagine só se o Mago fosse o criador de Batman? Pois é... O pobre Bob Kane deve se revirar no túmulo com as peripécias do Adam West na década de 60 ou com os batmamilos e as cores berrantes do Joel Schumacher já nos anos 1990.

 

legendsofsuperheroes

The Legends Of Super Heroes

 

Porém isso nem é o pior. Pois ainda falando de DC Comics temos um filme da Liga da Justiça "sublime" dos anos 70, com o já vovô West interpetando o Cavaleiro das Trevas. Uiii, que sinistro! Participam ainda do filme: Robin, interpretado por Burt Ward o mesmo que fazia o seriado da dupla dinâmica da década de 60, além do Capitão Marvel, Lanterna Verde, Flash, Gavião Negro, Caçadora e Canário Negro. Além dos vilões Charada, Dr. Silvana Solomon Grundy, Giganta, Mordru, Sinestro e o Mago do Tempo.

 

Mas existem coisas mais trashes, meu amigo. Apresento a vocês Supaidaman! Quem???

 

Resumindo: Supaidaman foi uma produção da tevê japonesa que contava com um herói vestido identicamente como o Homem-Aranha, só que lutando contra o mal de uma forma que mais lembrava o Jaspion. Sim, imagina o Cabeça de Teia dentro de um robô lutando contra monstros de espuma... É bem por aí... Deixo o vídeo para quem quiser rir ver.

 

 

Plagiando um comentário que li na Wizard certa vez: "Será que os caras da Marvel não viram aquilo ou ficaram tão bobos que nem acreditaram que uma coisa tão bizarra poderia ser verdade?".

 

Ah! E também tem o filme do Capitão América. Em que Steve Rodgers, que é a identidade secreta do herói nas hqs, na verdade é filho dele, só que é ele (Ahm?!? Tá... nem eu entendi, mas é alguma coisa desse tipo...). Mas isso é o de menos, pior mesmo é o capacete de motociclista que o cara usa. Talvez tenha sentido inveja do Peter Fonda, com sua moto turbinada em Easy Rider... Vai saber o que se passou na cabeça do diretor.

 

capitain america

 

Mas acho que não existe nada mais fantástico do que um piloto de uma série do Supercão. É! Do supercão. Mas eu não estou falando de algo até legalzinho como aquele desenho do Krypto que recentemente passava no SBT. Estou falando de anões mascarados e vestidos como cachorros e que o Super da história se escondia sob a identidade Bark Bent. Ainda bem que tiveram o bom senso de não levar aquilo pra frente...

 

Bom, é claro que há mais coisas muito estranhas e isso sendo beeem eufemista (Vide os filmes da Liga da Justiça, Quarteto Fantástico e Geração X, nos anos 90). Mas fica para outra oportunidade falar deles.

 

E como eu disse no começo do texto: sei que é difícil transpor o que rola nos quadrinhos para outros meios. Porém, isso não justifica que avacalhem com os heróis desse jeito. Rsrsrs...

 

Abraços! E até a próxima .

 

* Diego? Glommer? é esquisito, leitor de quase qualquer coisa e estudante de História. Também escreve nos blogs Soluço Mental e o Não Foi Dessa Vez. Sempre lança seus textos, também estranhos, aqui no Lado B às segundas.

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Lapso de educação moral

. sexta-feira, 17 de abril de 2009
10 Comentários


Por: Érick Delemon

Hoje eu vim pra cutucar feridas, e pra querer mostrar que aquele negócio de “política e religião não se discute” é, pra não pegar muito pesado, digno de quem se omite da sociedade e teme conviver com alguém diferente. Concordo, que para um conservador deverá ser difícil trocar idéias e visões de mundo com um social-democrata, mas isso não impede que o tentem. Pode ser divertido, educador e enriquecedor.

E, visto que já arrisquei falar de política uma vez, falo hoje sobre religião. Mas não venho criticar nenhuma enquanto sistemas simbólicos e morais que são invariavelmente em seus diversos matizes. Critico os “fieis” das mesmas e o lapso que tem na educação moral de seus filhos. Devo isso em grande parte à minha mãe, que disse (há muitos e muitos anos) muitas das palavras que vão aparecer bem diluídas no que se segue. E nada me provou o contrário, conquanto mais e mais a minha observação geral da sociedade me provava que se mostrava correta.

Começo com um preceito que parece razoavelmente distribuído na mente urbana de que os pais, desejando dar a seus filhos o máximo de liberdade que não tiveram, dizem basicamente: “ele pode escolher a religião que quiser!” Até então eu não critico nada. O problema vem no passo seguinte: os pais muitas vezes põem seus filhos em escolas que possuem alguma tradição religiosa, mesmo que seja diferente da sua, imaginando que ele encontrará ali um clima mais tranquilo e cordial.

Esses mesmos pais são os desnaturados que jogam sobre a instituição escolar o dever de criação moral de seus filhos e alegando a liberdade do filho não lhe ensinam nada. E não defendo aqui que os pais joguem baldes de suas crenças sobre os filhos. Mas que tenham consciência de suas responsabilidades enquanto pais e guias porta toda uma vida! E que portanto devem – se quiserem, descrever no que consiste suas próprias religiões, mesmo que no mais absoluto enciclopedismo. Mas mais do que isso.

O dever dos pais é mostrar o princípio religioso! Se um pai quer evitar que ele mesmo mostre sua religião para o filho temendo algum tipo de imposição subconsciente, ele deve ter consciência de que enquanto criador de uma célula do tecido da sociedade civil, o pai deve dar a seus filhos o princípio básico de que o filho pode escolher qualquer religião que quiser, e não jogar esse princípio moralizador nas costas das escolas.

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O princípio religioso é mais do que um recorte dos sistemas morais pré-estabelicidos: é base para a vida em sociedade

O pai que consegue dar liberdade de escolha religiosa ao seu filho e que, contudo, mostra-lhe que em termos de ação, omitir é diferente de mentir, é um grande esclarecedor. Mas se o pai evidencia-lhe que em ambos os casos a verdade não está presente, e que dependendo da situação, mentira e omissão são comportamentos igualmente vis, baixios e danosos a outrem e à própria consciência é muito mais que um esclarecedor.

Reitero que não desejo ouvir crianças falando de Deus a cada esquina só porque é o correto. O correto é elas realmente encontrarem seu caminho, e nele souberem devolver o troco correto e não sacanear alguém só pelo prazer sádico que pulula dentro de si.

E finalizo dizendo que ‘ataco’ a educação religiosa dada aos filhos mais pelo discurso dos pais, defendendo a liberdade e descambando em irresponsabilidade. Para os ateus, a mensagem é a mesma: é só ensinar o garoto a viver corretamente (no sentido moral)! E não achar que colocando ele num lugarzinho bonitinho com professores educados o tornará modelar se os colegas dele não forem educados em casa antes. Em suma eu posso bem dizer: “Ensinai ética aos vossos filhos urgentemente!” E todo meu texto se encontraria resumido nessa frase.

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Fim da prisao especial

. quinta-feira, 16 de abril de 2009
3 Comentários

Por: Pedro Benedetti
Saiu na revista epoca esses dias atras uma materia que falava sobre um projeto de lei que tramitava no senado, que preve o fim das prisoes especiais para portadores de diploma de ensino superior... a partir de uma determinada data, quem teria direito a prisoes especiais seriam apenas os juizes e o presidente da republica (ironico, nao?). Pois bem, a colunista se mostrou contra esse projeto de lei, dizendo que para que os direitos sejam iguais, as condiçoes carcerarias deveriam ser iguais... e que nao faz sentido uma lei dessas onde o sistema carcerario eh tao precario... ou seja, pra ela, os privilegios deveriam continuar, o povao q se foda mesmo...
Do meu ponto de vista, eh inconstitucional uma lei que preveja privilegios prisionais para qualquer classe, uma vez que todos sao iguais perante a lei, esse projeto deveria ser aprovado o mais rapido possivel, e ainda incluir o presidente e os juizes. Pois se o sistema carcerario ja eh precario todos os presos deveriam estar na mesma merda, nas mesmas condiçoes, quem tem diploma de ensino superior ou deputados junto com marginais de classes baixas.
O fato eh que o pais ainda gasta milhoes com prisoes especiais, com recursos para estas prisoes que fazem com que o processo judicial brasileiro se torne ainda mais devagar.
Muitos devem estar pensando: claro... ele quer que esse projeto seja aprovado mesmo, ele nao cometeu nenhum crime, nem nenhum parente dele...
Mas se nao pararmos de pensar em nossos umbigos, ou nos umbigos de parentes criminosos o pais nao vai pra frente...
e esse post foi soh pra mostrar minha indignaçao com certas leis do Estado brasileiro, que sao claramente inconstitucionais.
desculpem a falta de acentos, meu teclado esta com problema
abraços
Pedro

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

David Gilmour

. quarta-feira, 15 de abril de 2009
5 Comentários

Por Flávio "Pequi" Monteiro


Mais uma quarta estou aqui, tentando lhes passar um pouco do som que curto. Hoje é mais um grande guitarrista, conhecido tanto pelo seu trabalho particular como por ser membro de uma das mais importantes bandas de toda a história do rock, o Pink Floyd: David Gilmour. Dono de um estilo incofundível, seja pelos seus inesquecíveis solos de guitarra e belo timbre de voz, David Gilmour é um dos músicos com uma das carreiras mais invejadas, sendo de conhecimento (quase que) obrigatório para guitarristas e amantes do rock de todas as gerações. No Pink Floyd desde 1968, ajudou a criar albúns revolucionários como The Dark Side of the Moon, Wish You Were Here e The Wall (clique ao lado para ver uma postagem sobre este albúm em meu blog particular.), cujas inovações foram feitas não apenas no lado técnico (uso de sintetizadores e outros efeitos de gravação e mixagem), as letras, que abordam temas que tentam refletir sobre os pensamentos e ações humanas, e também no lado melódico e harmônico, introduzindo de uma maneira diferente elementos de outros estilos de música e do próprio rock, ajudando a caracterizar o que seria considerado o Rock Progressivo. Um outro fato que lhe dera grande repercussão, embora não por um lado bom, fora as épicas e tão discutidas brigas que teve com o então baixista e também vocalista do Pink Floyd, Roger Waters. Versões de ambos a parte, que acusam mutuamente de serem arrogantes e indiferentes quanto à idéias e projetos do outro, é de conhecimento de todos que desde 1985, Roger Waters não é mais um membro da banda e que tentara lutar pelo nome da mesma em tribunal, porém não conseguira ganho de causa. Após sua saída, os novos trabalhos da banda, efetivamente capitaneados por Gilmour, dividiram público e crítica quanto à característica própria da banda e sua qualidade, embora o segundo álbum lançado por essa formação (e também último do Pink Floyd), The Division Bell, seja considerado um excelente disco. Uma reunião da banda com Roger Waters ocorreu em 2005, quando os quatro membros se apresentaram gratuitamente no Festival Live 8, em londres. Apesar de outros shows terem sido cogitados, nada foi oficializado e, em 15 de setembro de 2008, Richard Wright, tecladista do Pink Floyd, morrera devido a um câncer. Seleciono a música Time, do álbum The Dark Side of the Moon, que, na minha opinião, possui o mais bem executado solo de Gilmour. Embora neste vídeo, extraido de uma apresentação da turnê de The Division Bell em 1994 ( que depois viraria o DVD Pulse), o solo esteja diferente de sua versão original, ainda assim a considero apropriada para postar aqui. Claro que poderia colocar Comfortably Numb, Mother, Money, Echoes, mas aqui fica a minha escolha. Muito obrigado pela visita e comentem !!!
Pink Floyd - Time Pulse DVD

video

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terça-feira, 14 de abril de 2009

Resident Evil - Parte 1

. terça-feira, 14 de abril de 2009
4 Comentários

resident evil

Resident Evil 1

Bem, como notaram, eu aprecio muito os games, e aproveitando, hoje não falarei de grandes criticas aos jogos, mas sim de um em especial do qual sou fã.

Resident Evil, qual gamer apaixonado em jogos de terror/survival não conhece/aprecia esta série?D esde jovem eu já era um gamerzinho, mas quando eu me aprimorei na arte, e passei a conhecer mais títulos sérios e bem construídos eu me deparei com essa pérola, na época de seu lançamento Resident Evil foi inovador, lindos gráficos, trilha sonora envolvente, um ambiente tenebroso que deixava seus sentidos mais atentos, preparados para qualquer zombie que tentasse te matar, além de possuir uma história muito bem construída com reviravoltas intrigantes e de personagens marcantes, e claro: os sustos,todos os fãs adoram se assustar com as cenas “tensas do jogo” hehehe, esse sim é um game que merece atenção, e digo que na minha opinião ele é o melhor jogo de gênero survival-horror. Agora um pouco da história (não darei perfis de personagens, por não querer tomar muito do tempo do leitor) dos três primeiros títulos da série (versões da playstation):

“Resident Evil 1”: Como já foi dito,este foi inovador, no conceito de gráficos e no tema, apresentando uma mansão nas montanhas Arklay que depois de desaparecimentos misteriosos foi palco de uma investigação da equipe do Serviço Tático Especial de Resgate(do original, Special Tactics and Rescue Service, ou, S.T.A.R.S), que ao entrar na mansão eles descobrem um vírus que resultava em um funcionamento das partes vitais do cérebro (Locomoção, visibilidade e diferenciação de objetos movéis e vivos, necessidade de alimento igual a própria substância constituinte [Canibalismo]) e então começa o pesadelo da equipe, que piora ao descobrirem um traidor entre eles. O jogo apresenta dois protagonistas: Chris Redfield e Rebecca Chambers, não contarei mais para não ser acusado de spoiler e estragar a surpresa de alguém xD.Claro só dizendo, é nesse jogo que os fãs conheceram um pouco da Umbrella(empresa farmacêutica que criou os vírus).

resident evil2

Resident Evil 2

“Resident Evil 2”: Este tem um fator memorável(partilhado por todos mas este é meu preferido) que ao selecionar o inicio do jogo o jogador ouve um som dizendo as seguintes palavras “Resident Evil two....”, além de avanços gráficos e sonoros, o jogo ficou com uma jogabilidade mais fluída e mais rápida auxiliando os jogadores que antes tinham dificuldade em atirar nos seus inimigos com eficiência. Esse jogo apresenta também dois protagonistas Leon S. Kennedy e Claire Redfield, que são auxiliados por outras duas personagens de nomes Ada Wong e Sherry Birkin, além de ter uma exploração mais efetiva das psiques das personagens e de uma história mais completa, mostrando um certo grau de corrupção aonde o chefe de polícia era subornado pela Umbrella para deixar as pesquisas deles em paz, mostrando também(com mais ênfase) que a investigação do S.T.A.R.S nas montanhas Arklay foi contra as ordens do chefe de polícia. O jogo se passa alguns meses após o primeiro incidente, aonde ratos infectados pela doença, começam a espalhar o vírus pelos esgotos, e após um ataque de zumbis Leon se encontra com uma sobrevivente, Claire que então tentam juntos encontrar uma saída, mas logo no começo do jogo a dupla é separada por um acidente automobilístico, assim cada um toma um caminho o que mostrou algo muito interessante no game, já que vinha com dois CD’s com dois cenários de cada protagonista, fechando muitos pontos abertos entre as histórias, além do desafio para o jogador que precisava terminar o cenário de um protagonista para abrir um novo cenário do outro protagonista, deixando uma idéia de caminhos cruzados. Como já dito, tem uma das histórias mais completas da série, talvez só não superando seu sucessor.

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Resident Evil 3

“Resident Evil 3: Nemesis”: Para muitos esse é o melhor, seja pela protagonista, seja pela jogabilidade mais uma vez aprimorada, ou pelo chefe de fase que te persegue o jogo todo, mas na minha opinião o mais curioso quanto a esse título é que apesar de ser o terceiro game da série, ele se passa 24hrs antes do Resident Evil 2(a primeira parte do jogo) e termina 24hrs depois do segundo jogo(a segunda parte do game), A história expande sobre os locais e eventos do contágio do T-Vírus em Raccoon City(cidade ficticia aonde se passa a série) e conclui com o destino final da cidade e sua população infectada. Também possui uma das mais lembradas e carismáticas protagonistas da série Jill Valentine, que tem seu primeiro aparecimento no primeiro jogo sendo da equipe de Chris, que é uma mulher de personalidade forte (moldada após o trauma em Arklay) e que deseja escapar a qualquer custo, unindo-se até com mercenários da Umbrella, um em especial que é de grande ajuda para ela, que é o Carlos Oliveira(já que é o único sobrevivente de sua equipe ele não tem outra saída a não ser ajudar Jill), o objetivo dos mercenários era resgatar os sobreviventes, mas eles não esperavam pelo inferno que seria Raccoon infectada. Além dos protagonistas há um protagonista que muitos amam(odiar), que é a arma máxima da Umbrella, Nemesis, que é um tyrant(um dos monstros criados pela empresa) com aprimoramentos genéticos, e que tem o objetivo de dizimar os membros remanescentes do S.T.A.R.S., tendo muitas aparições em momentos críticos do jogo, que por sinal, desenvolveu uma inovação muito interessante, que é a escolha de caminhos, por exemplo em dado momento do jogo, Nemesis te encontra e ataca em uma ponte, você pode escolher pular da ponte e fugir pelo lago ou correr dele e entrar em uma indústria aparentemente abandonada. E pelo jogo se passar antes e depois do segundo, esse sim acaba de fechar os buracos na história do segundo (claro, não fecha todas para manter o suspense da série) e mostra o fim da infecção em Raccoon, tendo assim a história mais completa dos três, e pra fechar com chave de ouro, ao completar o jogo no modo Normal o jogador habilita os epílogos(um de cada vez) de cada um dos personagens com grande importância na série mostrando um pouco da vida destes após o término do pesadelo que foi Raccoon.

Bem, a segunda parte do post eu me aprofundarei nos Outbreak’s, no Code: Veronica e no 4. Até lá, continuem apreciando os posts de meus parceiros, comentem e claro, não deixem os zumbis levarem a melhor contra vocês.

E para os saudosistas: “Staaaars...”


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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Sobre informação .

. segunda-feira, 13 de abril de 2009
4 Comentários

Por: Diego? Glommer?

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Créditos pela Imagem: JJ Coelho

O jovem de nossos dias tem acesso a um sem número de informações, que por sua vez chegam a ele numa velocidade também incrível. Isso com toda certeza é algo interessante, pois o torna mais dinâmico e apto para o próprio ritmo de vida acelerado que a maioria terá na vida adulta.

No entanto, creio que há dois problemas no que se refere a essa quantidade exorbitante de informações e a maneira com que elas chegam. O primeiro tipo se refere a certos casos em que as informações são articuladas sob formatos muito vazios de conteúdo reflexivo ou, no caso das do segundo tipo, quando são excessivamente tendenciosas e que, descaradamente, tentam influenciar aqueles que as recebem sob suas perspectivas ideológicas e políticas.

O primeiro caso é bem característico nas informações dadas em formatos resumidos e que geralmente são apreciadas por aqueles que acham que elas realmente os tornam mais “antenados” com a realidade. Mas de que vale uma série de informações armazenadas, quando não se é capaz de articulá-las e formar uma visão crítica própria do mundo?

Nosso cérebro não é um depósito onde são jogadas peças que nunca serão usadas. Ao contrário, é um lugar que se por um lado requer uma constante construção de uma bagagem de conhecimentos, também é onde se faz com que estes se interconectem e produzam a ação que o homem se diz mais orgulhoso: o pensar.

E pensar acima de tudo é um ato reflexivo. Logicamente, a vida humana e o modo com que esta se articula nas sociedades requerem bastante ação prática, mas também exigem esse constante exercício reflexivo para que se estabeleçam melhorias sociais e políticas.

Por isso, acredito que a informação deveria se dar além de um monólogo daqueles que a “produzem” para ser uma atividade de diálogo entre “quem a faz” e o seu receptor. Nesse ponto que talvez possa dar início a crítica ao segundo modelo comum de informação: esta que se dá com o intuito de influenciar e de padronizar formas de pensar.

Lembro-me imediatamente de uma série de reportagens da revista Veja que se lançavam a criticar professores de ensino médio e fundamental, em especial os da área de Humanidades. Eram recorrentes os seguintes argumentos: 1) que os docentes estavam fazendo uma lavagem cerebral nas crianças e adolescente e lhes introduzindo ideologias desconexas com a realidade e; 2) que esses profissionais não deveriam ajudar a formar a cidadania, a consciência e o senso crítico de seus alunos, mas simplesmente prepará-los para os vestibulares e para o mercado profissional.

Considero o primeiro item já bastante questionável, uma vez que as pessoas são muito mais permeáveis ao pensamento formado no seio das instituições capitalistas do que influenciável por Marx, Bakunin, Lênin, Trotski, Guevara ou outro qualquer. Por mais que sejam formas de pensar antagônicas com nossa realidade geralmente só proporcionam ao jovem uma leitura diferenciada da história e da própria vida. E para aqueles que manifestarem mais interesse, a formação de um espírito questionador e de uma preocupação maior com as questões sociais, o que é extremamente benéfico num mundo tão cheio de desigualdades.

No que se refere ao segundo argumento creio que é algo muito interessante para aqueles que detêm os instrumentos de produção de conhecimento em massa, uma vez que estão alinhados com as elites e tanto mais estivermos atentos ao fato de que para estas é interessante propagar um sentimento de impotência e conformismo na sociedade. E é nesse espaço que se dá a proliferação das informações assépticas e daquelas que querem consolidar maneiras hegemônicas de pensamento.

É nesse campo que o jornalismo da Globo constrói para si uma imagem de legitimador daquilo que é verdade. E que a Veja se estabelece da mesma forma como revista. Por isso as pessoas não costumam discutir aquilo que passou no Jornal Nacional e raramente ousam questionar as palavras do William Bonner. E é por isso que até hoje alguns professores mais adeptos do tradicionalismo educacional usam a Veja em suas aulas como uma espécie de autoridade que descreve os eventos atuais.

O grande problema incorre no fato que esses veículos de comunicação que alternam entre a assepsia e a “influenciação”, os fazem de acordo com o que lhes é conveniente. E daí se abre o questionamento para o seu compromisso com a sociedade. Deveriam abordar o que se refere ao maior raio de segmentos possível ou estarem comprometidos com apenas com os grupos sociais mais proeminentes? Deveriam levantar questões da forma mais isenta possível ou se lançarem apenas sobre aquilo que não lhes convém?

Particularmente creio que a imprensa tem um papel social e sendo assim nela deveria se encontrar uma aliada para a discussão dos grandes problemas enfrentados por aqueles que não fazem parte das classes mais ricas. E aí que surge a necessidade de que jornais, revistas e outros meios de comunicação se façam com linguagens mais acessíveis, que sejam capazes de se aproximarem àquilo que é verificado como experiência social no cotidiano das pessoas. Porém isso deveria se dar ao mesmo tempo dentro de formatos que fomentem naquele que recebe as informações a acepção crítica e as capacidades de enxergar as contradições e de formular suas próprias opiniões.

Mas o que ocorre que do jeito que está parece ser mais cômodo para todos... Participar do senso comum é bem tranquilo do que nadar contra a forte maré. E ficar no conforto do alheamento é bem mais atraente do que se colocar no campo de batalha.

Aliás, o ser humano parece ter o hábito de só tentar resolver os problemas quando suas soluções já são quase impossíveis. Pois, como bem dizem, se prevenir é melhor que remediar, é mais fácil não assumir a responsabilidade de prevenir agora e deixar para se preocupar em remediar depois, caso se torne muito necessário. E mais satisfatório se isso se tornar problemas de outros que virão no futuro. Resumindo: é a velha política do “tirar o meu reto da reta”.


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domingo, 12 de abril de 2009

A Menina que Roubava Livros

. domingo, 12 de abril de 2009
4 Comentários

Por: Giovanna Giannattasio

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Caros leitores, peço perdão pela minha ausência domingo passado, que deveria ter sido meu domingo de estréia. Acabei me enrolando em meio às festividades visigodas, e quando cheguei em casa já não era domingo mais. Perdão mais uma vez.

Pois bem. Estou aqui para falar de um livro excelente que terminei de ler essa semana, e aborda um tema que me fascina, e um dos principais motivos por ter escolhido o curso de História. Tema mais batido impossível, mas que me desperta um interesse imenso, com toda sua obscuridade, tragédia e beleza(?): Segunda Guerra Mundial. O livro é um best-seller, e por isso mesmo já traz uma carga de preconceito dos meus amigos historiadores. Estava em sala de aula com ele em mãos, e ao me perguntarem o que eu estava lendo, e obterem a resposta, vi algumas caretas disfarçadas. Não me importei, pois estava empolgadíssima com a leitura, e prossegui animadamente.

O livro se chama a Menina que Roubava Livros, do escritor australiano Markus Zusak, autor também de Eu Sou o Mensageiro (não li, ainda!), e conta a história de uma garota, filha de militantes comunistas, que se vê de repente sem irmão, sem pais, adotada por uma família de alemães extremamente pobres, e que precisam fazer de tudo para alimentar mais uma boca em meio à guerra, à fome e ao desespero. Um dos fatos mais interessantes, e que chamam a atenção para o sucesso do livro é a narradora dessa triste história. Quem conta a saga de Liesel Meminger á ninguém menos que a Morte. Na leitura, você se encanta com a forma que a narradora vê os acontecimentos e os interpreta, e se diverte com a pressa que ela tem em contar certos fatos adiantadamente, numa ansiedade em expressar tristezas que ela vê na guerra e no comportamento dos homens de poder.

De início, a tragédia na vida de Liesel, dura pouco tempo. Acolhida carinhosamente por seus pais adotivos, ela é criada da melhor forma que os Hubermann poderiam oferecer (dentro das terríveis condições da guerra). Essa é a beleza do livro! Lendo alguns livros didáticos, e mesmo vendo certos filmes que retratam a Segunda Guerra, a impressão que temos é que os alemães em grande parte eram monstros dispostos a esmagar qualquem um que fosse contra seus preceitos. A surpresa dessa história da menina que roubava livros, é nos depararmos com uma família alemã disposta a ajudar quem precisasse, mesmo com toda a sua pobreza, e um pai que tinha suas próprias idéias e não aceitava o preconceito característico à época.

Nos meados da história, a família se vê diante um grande problema, e opta por aceitá-lo: um judeu sem lugar pra onde fugir. Com todos os riscos e gastos que esconder um judeu acarretariam, a família Hubermann não se arrepende em abrir os braços e aceitar o rapaz que sem eles não teria sobrevivido. Judeu de nome Max Vandenburg, que se torna um alicerce para o crescimento de Liesel, e um grande amigo.

Expliquei boa parte do livro, e não contei o porque desse nome. Liesel chega aos Hubermann sem saber ler nem uma palavra, e seu pai adotivo, mesmo com uma escrita e leitura duvidáveis, consegue ensinar a menina, que cria uma paixão por livros notável. Como saciar sua sede de leitura em toda aquela probreza? Ela se vê na necessidade de roubar livros, seja de uma fogueira de livros considerados impróprios pelos nazistas, seja na biblioteca do prefeito da cidade.

Já me adiantei por demais, e por pouco não conto o livro inteiro. Mas realmente foi uma história que me emocionou, e quero deixar aqui um trecho que me impressionou, e que com certeza irá interessar quem ainda não leu o livro. Essa parte aqui citada é uma lembrança da nossa narradora, um devaneio perante ao horror; que até mesmo pra Morte, não era algo fácil de se ver:

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"Nunca me esquecerei do primeiro dia em Auschwitz, da primeira vez em Mauthausen. Nesse segundo local, com o correr do tempo, também passei a pegá-los no fundo do grande penhasco, onde suas fugas acabavam terrivelmente mal. Havia corpos quebrados e meigos corações mortos. Ainda assim, era melhor do que o gás. Alguns deles eu apanhava ainda a meio caminho da descida. Salvei você, pensava comigo mesma, segurando suas almas no ar, enquanto o resto de seu ser – suas carcaças físicas – despencava na terra. Eram todos leves, como cascas de nozes vazias. E um céu enfumaçado nesses lugares. O cheiro fazia lembrar uma fornalha, mas ainda muito frio.
Estremeço ao recordar – ao tentar desrealizar aquilo.
Bafejo ar quente nas mãos, para aquecê-las.
Mas é difícil mantê-las aquecidas quando as almas ainda tiritam.
"

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sábado, 11 de abril de 2009

Amy Winehouse

. sábado, 11 de abril de 2009
4 Comentários

Por: Lílian Carvalho

Amy Winehouse

Olá! Sou a mais nova agregada do Lado B de Um Disco Trash! Irei revezar com nosso amigo Girino =D.

Começo falando de uma pessoa muito polêmica, quando vista da ótica da imprensa. Ou talvez da minha também. Amy Winehouse.

Procure você mesmo no Google e você vai achar em 0,08 segundos (hahahahaha), em sua maioria, somente fotos dela bêbada na rua, com a maquiagem toda manchada. Talvez essa seja a Amy Winehouse pra muitas pessoas. Ou pra você.

Pra mim, ela é extraordinariamente imperfeita. Sua voz inconfundível, seu estilo (musical e de se vestir) quase que inédito, seus vícios.

É uma pessoa que paga caro por ser quem ela é. Sofrendo por ser famosa, sofrendo com o vício. Mas essa versão é dentro de uma idéia de que ela seja uma pessoa triste, e que tenta fugir da fama e de suas tristezas amorosas.

E se tivermos uma idéia completamente diferente do que ela seja? E se ela for uma pessoa que gosta mesmo de se drogar e não ta nem aí pra nada? Se for assim, que ela faça logo um outro disco maravilhoso, cheio de musicas com humor, melodias legais, visões amorosas que ainda não se via nas musicas. “Sujo, divertido, sarcástico, abusado, auto-dilacerador, de cortar o coração e extraordinariamente sagaz e mundano.” Como disseram no Daily Telegraph, um jornal britânico.

Comentando da parte musical de Amy, acho que já está mais do que provado que ela é uma inovação com relação às cantoras. Com influencias da década de sessenta, ela compôs musicas diretas, sem tantas firulas do jazz, que segundo ela combinavam mais com sua voz.

Mas considerando a primeira versão dela, que eu acho que é a mais provável, por que não é possível que uma pessoa chegue a esse ponto de beber tanto que mal consegue cantar direito suas próprias letras, não tenha nenhum problema. Tem que ter algo atrás disso. Será que foi com os caras loucos que Amy se relacionou? Acho que é meio inútil ficar tentando achar possíveis respostas. Talvez seja mesmo dependência química.

Para Amy Winehouse música não é apenas um mecanismo de defesa. É a sua linha de vida. Nos dois últimos anos, desde que Frank (primeiro disco) causou comoção colocando essa artista eloqüente e extraordinária no centro das atenções, Amy acha que o que mudou foram as circunstâncias, não ela própria. Mas é possível perceber mudanças em sua cada vez mais criativa “body art”, na maquiagem mais agressiva de seus olhos e na grande cascata de cabelos negros que atravessa seu rosto e suas costas. A essa altura, Amy Winehouse traçou uma rota que a fez passar de garota à mulher. Ela está desembaraçando seus nós, descobrindo seu verdadeiro espírito e aprendendo a fugir dos demônios que a têm perseguido.” *¹

Vai saber se ela tem mesmo esses problemas, pelo o que ela fala foram as circunstâncias...

*¹ – Do site Oficial de Amy no Brasil: http://www.amywinehouse.com.br/.


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sexta-feira, 10 de abril de 2009

TV Inteligente

. sexta-feira, 10 de abril de 2009
4 Comentários

Por: (Érick) Delemon

Hoje venho falar sobre aqueles programas da televisão – muitas vezes tida como instrumento de alienação da massa. Mas não quero discorrer sobre os programas educativos, que hoje existem aos montes, mas da TV “inteligente” como um todo, aquela tenta trazer algum conteúdo educativo e instrutivo em oposição ao conteúdo de 30 segundos de fama estéril dos Domingos.

Uma das minhas fontes de abordagem  foi o NC 33, em que os apresentadores citaram alguns programas interessantes, outros quem nem considero tão “inteligentes”, como “O Aprendiz” com Justus aqui e Trump nos EUA. Mas o que achei interessante ali foi o questionamento que dá título ao episódio: Televisão Inteligente é interessante?

 O Aprendiz: interessante, mas não realmente “inteligente”

Em geral a resposta é uma carinha torcida, um “eu acho” seguido de um “sim” meio escondido se a pessoa já viu algo com o que conseguiu aprender. É, parece que não dá pra ter certeza se realmente é algo que se possa chamar de interessante, a nível de se assistir por horas esses programas.

Nesse aspecto acho que o grande mérito cabe ao Discovery Channel e filhotes, bem como National Geographic, e o meu preferido – não é a toa – The History Channel. Lembro que chegou uma fase na minha vida em que eu praticamente também “desisti da TV e optei pela Internet”, deve ter sido lá pelo primeiro ano do colegial. E quando estava pra acontecer essa transição, eu assistia praticamente só o canal de História, mesmo que fossem poucas horas por dia comparadas a um passado globalístico.

É, pode-se dizer que a TV por assinatura me libertou, mesmo que a um caro preço pro papai. E assim que tive meu primeiro contato com a TV Inteligente, o canal Cl@se exibia “O Mundo de Beakman”, que influenciou no jaleco e – olhando fotos recentes minhas – talvez até no cabelo!

Paul Zaloom, o ator que fez Beakman e eu!

O Mundo de Beakman era ótimo, chegou a ser exibido na rede aberta e quando eu comecei a assistir já tinham parado  de produzi-lo; contava com um cenário caótico e colorido, um homem vestido de rato e assistentes loucas, além do cientista over-actor mega gesticulante e efeitos sonoros constantes no programa. Tinha tudo e tinha informação, e até cultura inútil. Conheci as leis de newton, a eletricidade, as cores anos antes de ter chance de estudar física no ensino médio.

O History Channel se provou deliciosamente interessante: a fabricação das armas da idade média, as batalhas antigas e as maravilhas modernas. Tudo como forma diferente de se fazer entretenimento televisivo sem apelar pra nudez, violência e especialmente senso comum. Vejo esse tipo de programação como extremamente atraente. E em casos como do Beakman, mais ainda por conseguir ser divertido, não só pelos fatos, mas pela apresentação.

É nisso que gostaria de insistir, para que sejamos capazes de assistir mais programas assim, para que possamos dar chance de competição a estes; deixando de lado os zoológicos humanos que não sei se fariam Orwell e Foucault sorrir ou chorar.

 

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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ladies and Gentleman, Stevie Ray Vaughan & Double Trouble!!

. quarta-feira, 8 de abril de 2009
3 Comentários

Por Flávio Piqui.

Olá a todos novamente. Semana passada falei um pouco sobre Jimi Hendrix, e suas inovações na guitarra. Hoje posto sobre outro músico também muito importante na história da guitarra, mais principalmente na guitarra blues: Stevie Ray Vaughan. Como já dito anteriormente, sua forma de tocar revolucionou o blues, criando o famoso "Blues Texano", e o uso de equipamentos jamais antes usados e/ou regulados de tal forma. Assim como Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan ficara popular por usar guitarras Fender Stratocaster, com um timbre totalmente limpo e expressivo, contrário a Hendrix, que usava um timbre mais distorcido. Para ajudar, usava cordas de altos calibres, e afinava a ua guitarra um tom abaixo, para evitar lesões. Tais formas de se organizar o equipamento foi uma das características que diferenciaram Stevie de outros guitarristas de blues. Outra característica foram, obviamente, suas músicas. Clássicos como Texas Flood, Pride and Joy, Lenny, Scuttle Buttin', dentre várias outras mostram a versatilidade musical de Stevie Ray Vaughan, que, mesmo mantendo-se no blues, faz interessantes e apaixonados flertes com o rock n' roll e o country. Sua técnica tão aprimorada, além de todas essas outras qualidades já citadas fizeram ele se tornar o único guitarrista branco a ser considerado um genuíno guitarrista de blues pelos músicos negros, principais expoentes do estilo. Sem dúvida, ele é o reinventor do blues elétrico, deixando para trás músicos que mudaram a guitarra rock e blues, como Eric Clapton. Outro fator determinante em sua vida era o intenso consumo de álcool e drogas. Seus excessos eram tantos que em 1986, durante uma turnê nos Estados Unidos, sofrera um colapso tão violento que fora obrigado a se internar em uma clínica de reabilitação. De volta em 1989, após mais um disco lançado, morrera em agosto do ano seguinte, aos 35 anos, em um acidente de helicóptero devido as más condições do clima. No dia anterior à sua morte, Stevie Ray Vaughan, um dos maiores ícones de todos os tempos da guitarra, dividira o palco com outros grandes músicos, entre eles Eric Clapton, Buddy Guy, além de seu irmão mais velho, Jimmie Vaughan, que lhe iniciara na vida musical. Deixo a vocês um vídeo deste exímio músico, gravado no festival de Jazz de Montreux, na Suíça, em 1985. Muito obrigado a todos e comentem!!

Scuttle Buttin' & Say What, Montreux, 1985

video

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